Coordenadas Geográficas
Latitude S 06º 05' 04''
Longitude W 37º 54' 40''

 

Altitude (1) 750m
Temperatura (2) Min.15 ºC Máx. 26 ºC
Pluviometria 1.100 mm/a
Área (3) 169 km2
População (4) 8.218 hab
Homens 4.043
Mulheres 4.175
Urbana 5.036 hab
Rural 3.182 hab
Eleitores (5) 6.525
Hidrografia Riacho dos Picos
Orografia Formação Serra do Martins

(1) - Altitude média do ponto mais alto habitado
(2) - Já registrada a marca de 10 ªC
(3) - Fonte: IBGE
(4) - Fonte: IBGE -
Censo 2010
(5) - Fonte: TRE - Posição cadastral em 27/07/2010

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LIMITES
Norte Viçosa - Umarizal
Sul Antônio Martins - Serrinha dos Pintos
Leste Lucrécia - Frutuoso Gomes
Oeste Serrinha dos Pintos - Portalegre

 

 

O município de Martins está localizado na região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Cidade serrana, fica a 745 m de altitude, tem um clima agradável e é considerado um dos melhores do Estado. Chega-se a Martins pela RN-117; estrada asfaltada e sempre acessível o ano todo, mesmo no período chuvoso. Ainda tem resquícios da arquitetura portuguesa. Sua economia básica é a agricultura, e pecuária de leite e corte. Em pequeno número ainda são encontrados Engenhos de cana-de-açúcar e Casas de Farinha - hoje mecanizadas. É uma cidade limpa, e seu povo acolhedor. O Poeta martinense, assim a descreveu:


Minha Terra

"Cosme Lemos"

Madrugava no Céu. Vinha perto a manhã, 
Quando São Pedro abriu serenamente,
A Porta Eterna, branca de luar.
Amparado num véu de nuvem alvinitente,
Róseo qual maçã,
Um anjinho esperava a soluçar.
- Entra - disse-lhe o Santo.
- Por que choras tanto?!
- Senhor, eu quero voltar!
- Voltar? Queres voltar do Céu, anjinho à toa?!
E a terra onde vivias era assim tão boa?!
- A terra onde eu vivi é tão formosa,
Como não pode haver recanto igual.
A natureza ali, feita de rosas,
É u'a perene festa tropical!
Ela é tão alta! Lembra uma palmeira erguida
Muito bela e sobranceira
Por sobre as outras terras qual rainha!
O Céu que a cobre é feito só de estrelas,
Vendo-se aqui e ali uma fitinha
De espaço muito azul, como a tecê-las.
À margem da lagoa cristalina
Ergue-se, altiva e pequenina,
Uma ermida à Virgem do Rosário.
Nos pomares - jardins, em desadoro,
Cantam nuvens douradas de canários,
De pintassilgos e de encantos d'ouro.
Tempestades de loucos furacões
Que revolvem os campos dos sertões
Não alcançam o azul da serrania!
A brisa é tão cheirosa e tão macia,
Que parece soprada pelos lírios!
O próprio sol é branco como os círios,
A árvore da vida ali vive a cantar!
No Céu também é bom, mas... deixa-me voltar!
E o Santo pescador, bondoso e comovido,
Lembrando-se talvez de sua Canaã,
Como a sentir o coração ferido de saudade,
Fitando o espaço que a manhã já dourava de luz
Falou com piedade:
- Tu voltarás, meu filho! Eu direi a Jesus
Da saudade que tanto te consome
Mas... essa terra... esse outro Céu...
Qual o seu nome?!
Nisto Jesus chegando de repente
E ouvindo o interrogar do seu discípulo,
Sorrindo, respondeu paternalmente:
- Essa relíquia, Pedro, é no Brasil;
Num pequenino Estado lá no Norte,
Em recanto feliz, pus toda sorte de belezas.
As "Maravilhas das Mil e Uma Noites"
Não valem seus jardins!
Essa terra de sonho e de poesia,
Que tem a inicial a mesma de Maria,
Seu nome é doce... chama-se:
MARTINS!